domingo, 18 de outubro de 2009

TRIPINHAS (Parte II)

Essa semana foi comemorado o dia nacional das crianças, isso mesmo, nacional, pois em outros países, a comemoração acontece em datas diferentes – há países que celebram a data em novembro, outros em março.

E para comemorar o dia dos pequenos, alguns pais (i)responsáveis, decidiram colaborar com a data. Primeiro foi o caso da mãe australiana que se distraiu (hum, se distraiu, sei) na estação do trem e o carrinho em que o bebê dela estava, escorregou direto para os trilhos, resultado: o trem passou por cima do carrinho com o bebê e tudo. Por sorte, por proteção divina ou sei lá o que seja a criança saiu viva, somente com alguns arranhões. Outra colaboração de pais (i)responsáveis veio dos Estados Unidos, o caso do garoto no balão. Os pais chamaram a policia (apavorados) alegando que um dos filhos estava dentro de um balão que escapou do quintal da casa. Claro que a policia foi atrás e perseguiu o balão durante horas até que o mesmo pousasse e para surpresa de todos, o balão estava vazio. Mais tarde, o garoto supostamente desaparecido, reapareceu. Estava escondido (será?)no sótão da casa. E como toda mentira tem perna curta, mais tarde durante uma entrevista com a família, o garoto deixou escapar que todo o episodio era um show. Para terminar, só mais um caso, aconteceu aqui no Brasil, um garoto de 11 anos falou para a mãe que ia até a rodoviária se despedir de amigos e viajou mais de 430 km escondido embaixo de um ônibus – acima do pára-lama – e sabem para que? Para pagar uma promessa na cidade de Aparecida, para os pais pararem de brigar.

Sabem, fico pensando como ficam e como vão ficar essas crianças. O que esses pais têm na cabeça. Que desatenção foi aquela da mãe australiana, que desrespeito foi esse dos pais norte americanos, que história é essa de deixar filho ir sozinho até a rodoviária se despedir de alguém?

Não sei se estou sendo um pouco duro demais, bem, acredito que não estou (trabalho com crianças e sei como é). É esse povo que não tem noção e muito menos dimensão do que é cuidar de uma vida. Espero que essas crianças atinjam logo a maior idade para poderem se livrar destes pais (i)responsáveis.
Um forte abraço a todos

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